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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Fanfic Capitulo 3

A enfermaria era pequena e um tanto escura, porque a única janela era estreita e ficava no alto da parede oposto à porta. A maior parte da iluminação vinha de bolhas de cristais agrupadas no meio do teto. As paredes eram forradas de painéis de carvalho. Só havia 1 paciente, O Sr Gaunt que ocupava uma cama mais ao fundo do recinto. Ao seu redor estavam Diego, Blaylock - Chefe dos Aurores - , Lucy - a enfermeira- , e por mais 3 aurores de cara macilenta.


- Como está senhor? perguntou Diego ao ver Gaunt acordar.

- Me sinto melhor. Respondeu Gaunt.

- O que eles estão fazendo aqui? Retrucou Gaunt.

- Querem interroga-lo, estamos... digamos, detidos. Falou Diego tranquilamente.

- Diego, onde está minha varinha? falou sr Gaunt

- Está com eles, tanto a sua quanto a minha. Respondeu Diego

- Senhor nao se esforçe. Se desesperava a a enfermeira.

- Ora eu estou bem naõ se preocupe, vamos acabar logo com isso não gosto da minha varinha nas maos de outra pessoa. Então o que querem saber? falou Gaunt com impaciência.

- Queremos saber o que aconteceu, exatamente. falou o Chefe do Departamento dos Aurores.

- Voldemort, foi o que aconteceu.

Todos ali se contraíram ao ouvir esse nome, exceto ele e Diego.

- Aquele-que-não-deve-ser-nomeado é um problema, mas o que estava fazendo ali ajudando-o?

- Se eu estivesse ajudando, não estaria aqui nessa cama tendo que ouvir essa ladainha. Gaunt falou com a voz um pouco mais alterada.

- Olhe aqui Gaunt, o Ministério está trabalhando no caso nós é que estamos no comando. Retrucou o Chefe dos Aurores, enquanto os outros observavam atentos.

- No comando? Olhe, pois de fora parece que não tem ninguem no comando. Falou gaunt em tom muito irônico.

- Olhe bem. Nós aqui é que realmente estamos lutando. Ele apereceu no Ministerio e onde vocês estavam para proteger seu querido Ministro? Se eu nao estivesse ali, agora voces estariam curvados a ele. Retorquiu Gaunt.

- Não vamos tolerar esse seu sarcasmo, continue e o enviamos para Azkaban. Gritou o Chefe dos Aurores.

- Isso não é necessario. Realmente entramos no Ministério escondidos, pois tinhamos informações que Voldemort planejava atacá-lo, e estavamos certos. Disse Diego mais calmamente.

- E porque não avisaram sobre o ataque? Disse um dos aurores de cara macilenta que acompanhava Blaylock.

- Haa, eis o problema, eu avisei mas pelo que parece o próprio Minsitério ja está sob influencia do Lord. Disse Diego.

- Então quem é que esta sob essa influencia? Perguntou Blaylock.

- Mas que perda de tempo, olhe aqui, se você não faz parte da solução, faz parte do problema, deixe de fazer parte do problema e me entregue a varinha e nos libere logo babaca. Explodiu o Sr. Gaunt.

- Olhe la como você fala, e me respondam quem os avisou? Disse um dos aurores.

- Não vou dizer a voces onde conseguimos a informação. Quando fomos ver o Ministro, ele estava sabendo que iriamos aparecer, mas pediu que entrassemos sem sermos vistos porque estava desconfiado de funcionários, e entramos para avisarmos do ocorrido mas ja era tarde. Disse Diego acalmando os ânimos como sempre.

- Muito bem por agora estão liberados, mas ainda vamos chama-los pra outras eventuais perguntas. Disse o Chefe dos Aurores. E saíram do quarto deixando as varinhas de Gaunt e Diego sobre a mesa.

- Vamos. Disse gaunt se levantando.

- O senhor não pode ir. pelo amor de Merlin, está machucado. Gritara a enfermeira.

- Eu sei cuidar de mim senhorita, mas se quiser pode cuidar de mim em minha casa. Falou Gaunt.

- Nao se preocupe ele é forte, sabe como se cuidar,mas muito obrigado. Disse Diego.

E saíram andando do quarto





Os dois desaparataram numa bela casa de aspecto antigo e rústico, e adentraram-na.

- Está saindo tudo como planejado heim senhor. Disse Diego se sentando num sofa.

- Isso mesmo Diego. Disse o Sr. Gaunt.

- Ja fiquei sabendo da morte do Ministro, e o nome de vocês estão nas notícias, o povo esta boquiaberto com sua coragem hahaha. Disse um homem rindo que acabara de aparecer saindo pela porta de um dos quartos.

- Ah Regulo, como se saiu?

- Foi tudo como o esperado senhor. Olá Diego. Regulo o cumprimentou. Diego acenou com a mão para ele.

- Mas que bagunça é essa ninguem pode nem descansar nessa casa? Falou uma mulher de boa aparencia, cabelos escuros lisos e ondulando do meio para as pontas, estatura média, e que no momento tinha uma cara de muito sono.

- Kitiara, agradeço a informação. Achei que você fosse nos mandar direto pra uma armadilha. É bem a sua cara mas voce acertou, nao me traiu. Falou Gaunt.

- Mas Gaunt, por que eu iria trair uma pessoa tão poderosa e sedutora como você? Disse ela se insinuando.

- Não muda nunca não é Kiti? Perguntou Gaunt.

- Bom o que posso fazer se você ainda vai ser meu, seu velho gagá? Bom vou dormir. E saiu para o quarto e trancou a porta.

- Por que o senhor confia tanto nela? Perguntou Regulo.

- Não confio Black, só não deixo nada ruim acontecer a ela por motivos somente meus. Respondeu rispidamentea, não gostava de que questionassem seus planos ou as pessoas que o rodeavam.

- Desculpe senhor nao quis me intrometer. Disse Régulo Black baixando a cabeça para ler novamente a notícia no jornal que tinha em mãos.

- Ah Diego, como vai os avanços na Escola? Perguntou o Gaunt

- Vai muito bem, até que outros alunos tem talento além de Tommy, Vania e Magnus. Tem também o Iago e a Amanda, essa que por sua vez, é filha do Onix comensal. Dizia Diego com a calma de sempre.

- Ora ora, filha do Onix, gostaria de ver a cara dele quando visse ela trabalhando comigo ou sendo ensinada por mim. Falava Gaunt em tom de superioridade, deliciando-se com novo fato.

- Diego, vá até a Escola e conte aos professores e para o Diretor o que de fato aconteceu, como salvamos o Ministério, para que eles saibam a nossa versão, já que confiam tanto em você. - Pediu Gaunt.

- Certo, ja estava indo pra la mesmo, deve estar um caos, até mais - Sua voz ja era meio eterea quando aparatou.

- Regulo, vá procurar mais alguma coisa sobre aquele assunto. Qualquer notícia, ate a menos relevante que seja, me informe. Agora vou ver o que Kitiara está fazendo em meu quarto, preciso de repouso pra curar esses ferimentos - Saia para o quarto onde Kitiara estava enquanto Regulo aparatava para cumprir suas ordens.

Fanfic Capitulo 2

Já eram quatro da tarde, quando dois homens um com uma capa escura que balançava de acordo com o vento e o outro com vestes cor de vinho que pareciam mais uma colcha de cama, andavam vagarosamente e conversando descontraídos naquele pequeno beco.


- Chegamos - disse o homem da capa preta, enquanto apontava para uma cabine telefônica vermelha em que faltavam vários vidros e que fora instalada em frente a uma parede toda grafitada.

- Será que ele está aí? - respondeu o outro homem.

- Tenho certeza que sim , preciso pegar o relatório para que ele veja - disse impaciente o homem que usava uma capa preta.

- Então vamos, tem muito trabalho a fazer.

O senhor de capa abriu a porta.

Os dois quase ficaram entalados mas acabou cabendo eles ali. Dentro havia um telefone que pendia torto da parede como se tivesse sido atacado por um vândalo.

O senhor de capa esticara a mão e então discou primeiro um 6 depois um 2, depois 4 e então outro 4 e mais um 2.

-Pronto eu acho que seja isso - falou o senhor de capa.

Logo após ouviu-se uma voz feminina dentro da cabine, uma voz alta e clara como se a mulher estivesse ali junto a eles.

- Bem vindos ao Ministério da Magia . Por favor, informem seus nomes e o objetivo da visita.

- Frederick Scrudge, Departamento de Execução das Leis da Magia. Estou acompanhando o Senhor Grunnion também do Departamento de Execução das Leis da Magia para uma reunião com o Ministro

-Obrigada - disse a voz. - Por favor prendam o crachá às vestes.

- Visitante ao Ministério, o senhor deve se submeter a uma revista e apresentar sua varinha para registro. A mesa de segurança se encontra ao fundo do átrio.

O piso da cabine estremeceu e eles começaram a descer lentamente.

- O Ministério da Magia deseja aos senhores uma boa tarde.

A porta da cabine se abriu e os dois saíram. Estavam parados em um saguão muito longo e suntuoso, com um assoalho de madeira escuro e bem polido. O teto azul era pintado com símbolos dourados que se moviam e se alternavam como um enorme quadro. As paredes de cada lado eram forradas de painéis de madeira escura e lustrosa e nelas muitas lareiras douradas, onde vários bruxos emergiam dela.

- Devíamos ter vindo de lareira - disse Scrudge.

- Não, não. Como visitante já basta - respondeu Grunnion.

Então os dois foram se dirigindo mais para o meio do saguão, onde havia uma fonte em que um grupo de estátuas de ouro estavam dispostas no centro de um espelho de água circular.

- Precisamos avisá-lo dos planos de Você-Sabe-Quem - disse Grunnion

- Claro senhor - respondeu o outro.

- Então vamos para a revista logo - disse o homem de vestes vinho

- E quem lhe falou que iríamos ser revistados... Scrudge - falou o senhor com um sorriso malicioso no rosto.

- Somos bem conhecidos aqui ninguém vai nos revistar.

Então saíram andando no meio da multidão.

- Alto la - gritou uma voz

Então alguns guardas chegaram ate os dois homens.

- Qual o problema guardas, nós trabalhamos aqui só que desta vez estamos de folga, só viemos nos reunir com o Ministro - disse Scrudge.

- Desculpe senhor, mas regras são regras as varinhas, por favor - falou o guarda.

- Eu entrego a minha varinha junto com a sua demissão guarda, então, o que preferes? minha varinha ou seu emprego, você sabe que o Ministro respeita muito minha palavra. disse fria e secamente o senhor Grunnion.

-Desculpe senhor, eu só estava fazendo meu trabalho - disse o guarda

-Está fazendo bem feito, volte para o seu posto e fique bem alerta hoje, o dia pode ser um pouco agitado.

-Como assim? - perguntara o guarda.

-Só faça seu trabalho, estou sem tempo para papear.

E os dois saíram andando, em meio ao olhar de vários outros visitantes que se empurravam na multidão.

E então entraram em um elevador.

- Boa tarde senhor Grunnion, Scrudge - disse um bruxo de estatura baixa e cabelo desajeitado.

- Boa - responderam os dois ao mesmo tempo

-Como vai a família? Perguntou outro homem, que o senhor Grunnion logo reconheceu como Tod Perkins um dos aurores

- Vai muito bem Tod - respondeu Grunnion

Então varias pessoas desceram do elevador de acordo com que os andares iam passando, deixando os dois sozinhos para descerem no ultimo andar.

- Vamos - disse Grunnion

E desceram do elevador e se dirigiram a uma porta que possuía um pequeno letreiro de Ministro da Magia.

Scrudge bateu na porta e então a abriu.

- Ola Senhor Ministro podemos entrar? - perguntou Scrudge

- É você Scrudge eu estou muito ocupado, muitos problemas. Respondeu o ministro.

- Mas seu eu fosse o Senhor escutaria o que tenho para falar Argus. Falou Grunnion com imponência.

-Ah você esta aí Grunion, entrem, bem esse é o Aglain ele vai chefiar os aurores, ele é o mais talentoso desde Olho-Tonto, se não for mais. Disse o ministro com excitação.

- Então vai precisar mesmo porque eu obtive informações que Voldemort pretende invadir o ministério, disse Grunnion com solidez.

- Não pronuncie este nome - disse o ministro estremecendo - Mas isso é grave e impossível. Os aurores estão todos aqui não será nada fácil. É bom que ele venha assim, o capturamos.

- E você acha que é difícil Argus? Só um idiota como você acharia isso HAHAHAHAHA

- O que é que VOCÊ ESTA DIZENDO - gritara o Ministro - Grunnion não permitirei que você venha ate aqui para me ofender, o seu cargo agora está vago porque você esta despedido - disse o ministro com a voz alterada.

-Scrudge leve-o daqui até a saída - gritou mais uma vez o ministro

-Acho que não vai ser possível - disse Scrudge como que estivesse encantado.

-Isso mesmo, não vai ser possível - falou uma outra voz, diferente de todas as que estavam ali, era uma voz fria.

Então Aglain puxara rapidamente a varinha e apontara para o ser que estava ali. Mas ele não era uma pessoa comum. Era um homem mais branco que um crânio, com olhos grandes e vermelhos, um nariz chato como o das cobras e fendas no lugar das narinas.

-Lorde Voldemort - balbuciou o ministro.

- Ora ora Argus, quanto tempo - falara voldemort

Entao um jorro de luz vermelha saiu da varinha de Aglain, mas Voldemort bloqueou com apenas um gesto com a varinha.

O ministro que estava tremendo imóvel agora tentara correr e fugir pela porta, mas fora impedido por Scrudge.

-Scrudge SEU SUJO EU SABIA QUE VOCE ERA UM DELES - gritara o ministro.

-Ele está sob meu domínio Argus, não vai adiantar você berrar, e a essa hora os meus amigos já estão cuidando da sua guarda lá embaixo - falou Voldemort em tom de desprezo.

Aglain levantara a varinha mais uma vez, mas antes que ele pudesse efetuar um feitiço, ouviu-se.

-Avada Kedavra. E um jorro de luz verde saiu da varinha de Grunnion e o atingiu em cheio que caíra no chão em um baque seco.

-HAHAHAHAHA - gargalhava Voldemort e era com esse inútil comandando os aurores que você pretendia me pegar - falava Voldemort a um ministro encurralado.

-Sabe Tom a magia é algo fascinante, mas as vezes deve se ter cuidado com elas e se certificar muito bem que ela nao se volte contra você mesmo - falou Grunnion.

- O que? Você esta resistindo a minha maldiçao?

- Não Tom, na verdade você nunca me encantou, apesar de achar. Como eu disse a magia é algo fascinante pois com apenas um gole de um liquido, posso me transformar em outra pessoa. Se prepare sua verdadeira batalha começa agora. falou Grunnion

Então como magia ele e o Scrudge começaram a se transformar, e se tornaram Gaunt e Diego.

- Achou que eu não sabia que você usou Imperius nos dois para preparar um ataque ao ministério? Perguntou o Gaunt.

- Não importa Vincent, seu túmulo vai ser aqui!!!!!!! Exclamara Voldemort

- Avada Kedavra!!!! e um jorro de luz verde saiu da varinha de Voldemort mas atingira uma estatua que havia criado vida logo apos um gesto com a varinha feito por gaunt.

- Necromanus - brandiu Gaunt. Mas dessa vez a magia resvalou em um escudo que Voldemort acabara de conjurar.

Então o lorde desapareceu e reapareceu nas costas do Gaunt, que também rapidamente desapareceu e reapareceu mais afastado e de frente ao lorde.

- Ainda em forma Vincent? Mas não é páreo para o Lorde das Trevas

- O mesmo para você Tom - disse o Gaunt

- Então vamos ver se o que você aprendeu com Grindewald vai servir agora. - Avada Kedavra!!

- Ignuus Fatus!!! brandiu o Gaunt

Então o jorro de luz verde acertara o Gaunt que caíra no chão morto

- Está me subestimando Vincent? Eu sei que foi apenas uma ilusão. Falou Voldemort.

Enquanto os dois lutavam, Diego imobilizara o Ministro, para que este não pudesse chamar ninguém, nem fugir.

- Boa visão Tom, me viu através da minha ilusão. Disse Gaunt saindo detrás da estatua

- Mate-o logo Diego, os aurores já devem estar vindo

- O que planeja Vincent? Não vai adiantar nada contra Lorde Voldemort

O lorde então em um estalo desapareceu

- Avada Kedavra! e um jorro de luz verde saiu da varinha de Diego e acertou o Ministro no Peito.

- Agora você já sabe o que fazer Diego. Falou Gaunt, quando já ouvia passos correndo.

- Rápido eles estão chegando.

Diego apontou a varinha para o Gaunt e balbuciou: Laminus!!

Então o Gaunt começou a sangrar nos pontos onde fora atingidos pelo feitiço e então se deitou no chão.

- RAPIDO, RAPIDO AJUDEM AQUI SOCORRO - gritava o diego enquanto abria a porta e corria ao encontro dos funcionários e aurores que iam de encontro à sala do Ministro.

- Que aconteceu? Hei você não é professor de Hogwarts? O que ta fazendo aqui? Perguntou um auror.

- EU VIM AVISAR AO MINISTRO QUE OUVI RUMORES QUE VOLDEMORT ÍA ATACAR O MINISTÉRIO. MAS QUANDO CHEGUEI COM O SR GAUNT O VOLDEMORT JA ESTAVA AÍ ENTAO ELE MATOU O MINISTRO E O AUROR AGLAIN E FERIU O SR GAUNT. Falava o Diego em tom desesperado.

Então todos correram para a sala e viram a cena, do Aglain e o ministro mortos e Gaunt no chão com o sangue se espalhando pelo assoalho ao seu redor. Pegaram o Gaunt e saíram com dificuldade, pois agora ja se aglomerava muita gente no local e o levaram para o St Mungus.

Fanfic Capitulo 1

Caía a noite, e com ela uma chuva torrencial. A casa ficava em um morro com vista para um povoado, algumas janelas quebradas, telhas faltando e o mato crescendo sobre a varanda. A velha casa amedrontava os moradores mais próximos, que não ousavam aproximar-se dela.


Em meio a pequena estrada de acesso, deserta e inundada pelo volume da chuva, uma pessoa se movimentava em direção à casa com passos decididos.

- Alguém se aproxima Milorde, avisou uma voz trêmula.

- Então ele já veio. Eu sabia que não demoraria, prepare a isca, respondeu a segunda voz.

Logo após, a mesma voz começava balbuciar algo irreconhecível, e uma cobra rapidamente apareceu saindo de um cômodo ao lado.

- Convide-o a entrar Naghini - disse a voz fria.

- Tudo pronto Milorde - disse o homem com a voz trêmula.

- Fez exatamente como ordenei? perguntou a voz fria.

- Fiz Milorde

- Espero, pois já cansei-me de sua incompetência Ônix - disse o ser com uma voz fria.

Então o outro homem se afastou um pouco sem ousar olhar nos olhos do seu lorde.

- Não tolerarei mais erros

- Senhor não haverá, eu prometo - respondeu o homem com a voz mais trêmula do que nunca

- Ótimo - respondeu mais uma vez a voz fria. - Se retire vá para seu posto, idiota.

- Sim Milorde - falou com a cabeça baixa sem ousar olhar para o outro.

No portão a grande cobra parara impedindo a entrada do visitante indesejado.

- Eu tinha certeza que já sabiam da minha presença, mas já vim preparado - disse o homem com uma voz fria.

- Pandora ataque - gritou o homem.

E então uma outra grande cobra apareceu por entre os arbustos e avançou em direção a outra serpente que se enroscaram travando uma briga mortal.

- Vou acabar com isso hoje - gritou o homem, que avançou para a porta puxando das vestes uma varinha e apontou para a porta - BOMBARDA!!! - e a porta fora arrancada da parede.

Então o homem avançou casa adentro, enquanto lá fora o barulho era abafado pelos raios e trovões que atingiam a região durante esta tempestade.

Ao caminhar pela sala, o homem encharcado pela chuva viu gotas de sangue por todo o chão. Ouviu tinidos de garrafas que alguém soltara no assoalho, e logo depois um ruído de uma cadeira pesada sendo arrastada.

Não pensou duas vezes ao ver uma escadaria que dava para o segundo andar da casa e apressou-se em subi-las, olhando atentamente para todos os lados com a varinha em punhos.

- Algo errado - pensou ele.

- Vamos lá Tom, solte teus lacaios em cima de mim - gritou o homem.

Ao terminar os degraus da escadaria ele se deparou com um corredor onde havia varias portas e uma propositalmente aberta.

- Essa é velha Tom. Se quer me pegar numa emboscada precisa melhorar - gritara o homem mais uma vez.

- Milorde não precisa de emboscadas para capturar vermes - Ônix falou enquanto saía por uma das portas detrás do homem .

- Pela voz já sei até de quem se trata, achei que depois de tudo que você falhou já estivesse morto Ônix - respondeu o homem ironicamente - Pelo jeito o Tom precisa rever o pessoal - falou em deboche.

- Você vai pagar pelo que fez Grigiel - disse Ônix em tom de raiva. Apontando a varinha para quem ele acabara de chamar de Grigiel, balbuciou - Avada... - mas antes que ele pudesse terminar ouviu-se outra palavra.

- Malleficium!!! - E uma fina luz azulada saiu da varinha atingindo o Comensal que se debateu como se tivesse levado um choque e caiu no chão.

- Vamos ver se alguns volts fazem você calar essa sua boca suja, panaca - falou Grigiel em tom de superioridade.

Então deixando Ônix ao chão ele correu até a porta que estava entreaberta, e entrou sem cerimônias. Estava tudo mal iluminado a não ser por algumas velas que circundavam algo que parecia ser uma pessoa.

- Então, já derrubou o inútil do Ônix, grande coisa Vincent - falou o homem com a voz fria. Porém ele não era uma pessoa comum. Era um homem mais branco que um crânio, com olhos grandes e vermelhos, um nariz chato como o das cobras e fendas no lugar das narinas.

- Grigiel pra você Tom - respondeu Vincent

- Milorde para você Vincent - respondeu Tom - não espero que você possa entender que deve se curvar a mim e implorar para viver, por isso quero lhe mostrar isso, ele levantou a mão com finos e grandes dedos, onde segurava uma varinha e muitas outras velas se acenderam.

O homem então pôde ver que se tratava de uma mulher que estava ali, desacordada.

- Bela? Gritara o homem.

- Bela !!!!!

- HAHAHAHAHAHAHA - Tom gargalhava sinistramente.

Não podendo se conter, furiosamente ele correu até ela gritando seu nome.

Mas quando ele a tocou algo estranho acontecera, os olhos dela e a sua boca aberta começara a emitir uma luz muito brilhante. Então seu corpo começa a flutuar, a luz se intensifica de uma forma que toda a sala agora estava iluminada, e da mesma forma que começou a luz acabava de cessar e seu corpo transformara-se em sangue que caia do alto em cima dele.

- Nãããããããooooo !!! Gritava o Vincent Gaunt.

- HAHAHAHAHA

- AAAAAAAAAAAHHHHHHHHH - Gaunt acordara assustado e ofegante.

- Que aconteceu Senhor? Estava gritando - perguntou um homem que acabara de entrar no quarto.

- Nada Diego, não foi nada. Respondeu ele - Você já se certificou de tudo? Lembre-se que temos uma missão hoje.

- Claro Senhor tudo certo, podemos partir assim que estiver pronto - respondeu Diego.

- Ótimo então iremos imediatamente.

Gaunt trocara de roupa se juntara a Diego e então aparataram.